Cortar benefícios tributários é combater privilégios, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira (14) a repercussão da MP (medida provisória) com alternativas ao aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados. Ele participou pela manhã de audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).

Na avaliação do chefe da pasta econômica, as medidas foram encaradas unicamente como alta de impostos, quando deveriam ter sido tratadas como combate de privilégios de determinados setores da sociedade, como as bets.

Durante a comissão, o ministro defendeu que as bets sejam tributadas do mesmo modo que o setor produtivo. Na proposta enviada ao Congresso Nacional, o governo propôs subir a tributação sobre casas de apostas de 12% para 18%.

“Ainda estamos em um patamar de gasto tributário na casa de 6% do Produto Interno Bruto, mais do que o dobro da média histórica. É muito curioso que setores muito conversadores, equivocadamente, tratam o corte de gasto tributário como aumento de tributo e não como o fim de um privilégio”, disse o ministro.

Na semana passada, o plenário da Câmara dos Deputados retirou da pauta a MP (Medida Provisória) com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o que inviabilizou a apreciação. O governo estimava arrecadar R$ 17 bilhões com as propostas em 2026.

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